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As gentes de Castro Marim, habituadas desde a antiguidade ao convívio com diferentes povos vindos do mediterrâneo, trocaram produtos e práticas, absorveram modos de estar e de fazer, saberes amadurecidos pelo tempo que chegaram até nós através dos artesãos, tesouros vivos detentores e transmissores da herança imaterial de Castro Marim, que conservam a memória de um povo e de uma cultura.

A memória das mãos que entrelaçam a baracinha de empreita, racham a cana colhida entre Janeiro e Fevereiro, tecem rendas de bilros, malham e moldam o ferro incandescente, constroem casas brancas de cal e telha, percorrem as ruas em procissão, dançam os Santos Populares, seguem os antigos ciclos agrícolas ou repetem no dia-a-dia lendas, provérbios e “dizeres” locais. Estas são algumas das tradições intemporais repetidas através de gerações, transmitidos oralmente entre a comunidade e assimilados com a prática, que urgem ser salvaguardadas e promovidas, como parte integrante do valioso Património Imaterial de Castro Marim.